Nasci Errado, E Estou Certo

November 12, 2009

A primeira coisa que notamos ao entrarmos na sala branca do segundo andar galeria Estação (R. Ferreira de Araujo, 625) são as cores fortes que emanam das telas de José Antonio da Silva e nos atraíram naquela tarde como imãs. O verde é muito presente em quase todas as obras, fortalecendo a intensidade d0 ambiente rural no qual cresceu o artista. Ao chegarmos perto notamos o uso exagerado da tinta que, combinado com a intensidade das cores, nos lembrou os expressionistas. Acreditamos que uma boa palavra para descrever essas obras é ”empastadas”, porque passa a idéia de abundância de matéria. Num segundo olhar nos surpreendemos com a infantilidade do traço de da Silva, que revela a influência primitivista em sua obra. Junto a esse traço infantil nos chamou a atenção a falta de perspectiva e o modo como o fato de não termos notado isso à primeira vista é curioso, pois embora, teoricamente, isso devesse incomodar nossos olhares condicionados, não incomodou, pelo contrário, tivemos que debater para chegarmos à conclusão de que a perspectiva que ele usa é diferente. Depois de um incômodo inicial nos encantamos com o modo que as multidões que aparecem em algumas obras se estendem na paisagem até tornarem-se uma massa de cores na distância. A escolha dos temas é interessante também, pois retrata o ambiente rural no qual o artista cresceu. Bois, procissões, trens e lavradores contextualizam este panorama. Em algumas obras notamos a presença de árvores sem folhas cortadas e caídas em estradas têm uma conotação de denúncia do desmatamento. Há algumas obras de uma fase em que o artista pintou flores que, apesar de não serem as obras nem o tema que mais nos chamou atenção são interessantes pela originalidade da representação infantil que é característica de da Silva. As rosas são representadas como bolas coloridas uma ao lado da outra e em uma das obras há uma dedicatória que achamos muito singela “são suas, meu bem”.

Deve-se comentar que, apesar de a galeria ser um pouco estranha e ter influências diretas na percepção das obras, como a da luz do sol que entra por uma janela de vidro, e irregularidades nas paredes (como uma pequena janela que foi pintada de branco), a curadoria do artista Paulo Pasta está muito interessante, achamos conveniente a separação das obras cujo tema é flores das outras e também a separação das obras cujas cores predominantes são azul e branco. Além disso, seu texto está muito bom, é uma pena que para lê-lo inteiro precisaríamos ter comprado o catálogo. O que fica da exposição é o lirismo pacífico de um mundo rural que nos remete à tranqüilidade que emana do verde forte que é predominante na exposição. Às vezes parece que as pessoas inseridas nesse mundo existem mais intensamente do que nós justamente pela simplicidade de sua existência.

Serviço:

Nasci Errado, E Estou Certo. Galeria Estação. Rua Ferreira Araújo, 625, tel. 3813-7253. 11h/19h(sáb. até 15h; fecha dom.) Até dia 14/11Rita Catunda e Oscar PescumaYuri Seid

O Pequeno Príncipe na Oca

November 6, 2009

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Integrantes: Jaqueline Oliveira, Silvia Rose e Rochelle Ieffa

O livro O Pequeno Príncipe publicado por Saint-Exupéry em 1943, em Nova York, é um dos livros mais bem concebidos pelo sentido humano, poesia, beleza e expressão formal de sua escrita. Nada nele é supérfluo. Sempre novo a cada leitura, não por inesperadas revelações, mas pela permanência de sua mensagem que nos mostra uma profunda mudança de valores. Mostra também que não precisamos esquecer o nosso lado criança quando diante do mundo, das nossas preocupações diárias.

Piloto de avião durante a Segunda Grande Guerra, o autor se fez o narrador da história, que começa com uma aventura vivida no deserto depois de uma pane no meio do Saara. Certa manhã, é acordado pelo Pequeno Príncipe, que lhe pede: “Desenha-me um carneiro?” É aí que começa o relato das fantasias de uma criança como as outras, que questiona as coisas mais simples da vida com pureza e ingenuidade. O principezinho havia deixado seu pequeno planeta, onde vivia apenas com uma rosa vaidosa e orgulhosa.

A flor embora bonita e cheirosa era vã e exigente, ingênua e orgulhosa! Acreditava que seus espinhos a protegeriam, exigiu que o príncipe a cobrisse com uma tela. Disse-lhe para colocá-la sob um globo de vidro à noite para protegê-la do frio. Embora o príncipe a amasse, estava cansado de ouvir-lhe as exigências, assim ele partiu de seu planeta com um bando de pássaros em migração.

Em suas andanças pela Galáxia, conheceu uma série de personagens inusitados – talvez não tão inusitados para as crianças!

Na Terra queria descobrir amigos e conhecer muitos lugares e coisas. Um dia conheceu a raposa e fez amizade. Umas das coisas que ela lhe dissera foi: – A gente só conhece bem as coisas que cativou, os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas, mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.  Se tu queres um amigo, cativa-me!

Antoine de Saint-Exupéry via os adultos como pessoas incapazes de entender o sentido da vida, pois haviam deixado de ser a criança que um dia foram. Entendia que é difícil para os adultos (os quais considerava seres estranhos) compreender toda a sabedoria de uma criança.

Desta fábula foram feitos filmes, desenhos animados, além de adaptações. Muitos adultos até hoje se emocionam ao lembrar do livro. Talvez porque tenham se tornado “gente grande” sem esquecer de que um dia foram crianças.

Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.

Fonte: ManfrediniJr.

Descrição: A exposição conta com 4 andares, no subsolo encontramos as aventuras do escritor Saint Exupéry e sua vida como aviador.

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No térreo encontramos a história do livro contada através de imagens e da arquitetura.

No primeiro andar possui desenhos originais e os livros do pequeno principe em todas as línguas em que foi lançado.

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E o segundo andar que foi nomeado como: Viajando com as Estrelas, onde o mundo do pequeno príncipe é recriado, o planeta em que vivia, os vulcões e a rosa que lhe faziam compania no pequeno planeta.

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Opinião do grupo: A exposição foi muito especial para o grupo, percorremos os andares que nos remeteram a nossa infância de sonhos e fantasias, à passagens importantes do livro, nos fazendo lembrar de trechos marcantes e das aventuras vividas pelo pequeno menininho de bom coração, que nos ensina lições valiosas sobre o nosso mundo e nos faz refletir sobre o valor das relações com as pessoas e o meio que as cerca. O lugar preferido do grupo foi o segundo andar, onde contemplamos um jogo de luzes que mostra o universo, onde assistimos o espetáculo sentados no asteróide do pequeno príncipe.

Informações sobre a exposição:

Quando: 01/11/2009 até 20/12/2009.
Onde: Oca (Ibirapuera).
Quanto: Preço 18 reais a inteira e 9 a meia entrada.
Horário de Funcionamento: De terça a sexta, das 9 às 19h e finais de semanas e feriados das 10 às 20 h.

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Da rua ao museu. Esta foi a trajetória da dupla de irmãos Gustavo e Otávio, conhecidos pelo nome de OSGEMEOS. Suas obras saltam dos muros, praças, placas e chegam com força nos olhos de quem tem o prazer de ver suas obras. Partindo como todo grafiteiro, a dupla passou de um circuito que beirava a marginalidade para um seleto grupo de museus que abrem suas portas à um estilo irreverente, porém crítico.

Tangindo a técnica difundida pela Pop Art, OSGEMEOS incluem em sua obra objetos de sucata e restos de indústria, colorindo com seus finos traços que saem da lata do spray, obtendo um resultado final de alto valor estético, porém sem abandonar uma certa gratuidade que está instrinseca à seu estilo urbano. Os tecidos são marcados pela repetição de formas e padrões atingidos por uma pressão leve no bico do spray, obtendo um traço inovador e um sombreamento que não se encontra nas peças de tal nixo artístico.

A exposição “Vertigem” é constituída de um amplo salão onde se espalham pelas paredes grafites, instalações e esculturas de madeira, que tentam aproximar o público da obra de arte. Com uma certa interatividade, as obras unem diversos materias que vão desde latas, sarrafos, chassis de carros até finas fotografias de suas obras espalhadas pelos muros do mundo. Assim, deixam para trás a concepção clássica de museus e obras limitados por suas molduras, invadindo o ambiente dos visitantes através da criação de um ambiente novo. Ao entrar em tal ambiente, o visitante abandona sua vida urbana assim como a produção d’OSGEMEOS, porém em diferentes âmbitos; enquanto o visitante imerge num mundo fantasioso calcado pelas personagens ali apresentadas, a produção dos grafiteiros abandona seu local de origem para habitar espaços protegidos da alta cultura e alta sociedade. Tal contraste se dá numa espécie de vertigem causada pelo mural que envelopa metade do espaço da exposição, que desafia as concepções de perspectiva e espaço, assim como a disposição de cores, causando além de desconforto, uma tontura em quem vê. A repetição das cores primárias de azul e vermelho em seu quadriculado distorcido, se repetindo por metade do amplo salão, causa o efeito de contraste com a outra metade da exposição, que traz o aspecto cru da realidade primeira do grafite.

osgemeosA outra metade da exposição se contrapõe ao distorcido quadriculado de cores contrastantes. Expõe cores beges, claras, ocres, nada que agrida o olho como o que a outra parte faz com frieza. Muito pelo contrário, ao expor o pobre em cores frias e não-agressivas, o visitante, de alta sociedade, dentro de um museu, não se sente agredido pela obra. Ela amacia o olhar, que seria a imaginação do rico. O rico quer esta segunda parte da exposição, onde vê o pobre, mas não se sente agredido. Vê o pobre conformado pela sua posição e agora cristalizado, através de técnicas originalmente marginais, em museus e circuitos seletos de arte. O que seria uma profunda crítica à sociedade em que o grafite e o constrante pobre-rico vivem torna-se cristalizado e dissolvido pelas cores frias da madeira.

Assim, temos mais um exemplo claro da cooptação da arte marginal e desafiadora do sistema pelo sistema. OSGEMEOS, ao colocarem sua obra no circuito fechado dos museus, são imersos no que sua obra tentava criticar. Não há mais, portanto, tal crítica. Muito pelo contrário, será combustível que diretores de criação publicitária utilizarão para sua próxima campanha.

 

Exposição: OSGEMEOS – Vertigem no MAB – FAAP
De 24 de Outubro a 13 de Dezembro
Museu de Arte Brasileira da FAAP
Sala MAB e Salão Cultural
Rua Alagoas, 903 – Higienópolis
01242-902 São Paulo SP
Tel: 55 11 xx 3662-7198
Site: www.faap.br
E-mail: museu.secretaria@faap.br
Horários: de 3ª a 6ª das 10h às 20h.
Sábados/Domingos/Feriados das 13h às 17h.
Fechado às 2as feiras, inclusive quando feriado.

 

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Grupo: Andrei Palma, Julio Macedo, Lucas Coelho, Thomás Freitas.

Obs.: Devido à restrições no museu, não foi possível tirar fotos dentro da exposição. Tiramos a foto no local mais próximo à exposição. Nenhuma regra foi infringida na produção desta crítica.

 

 

Mariana AgostiniStaring Back é composta por 200 fotografias em P&B do fotógrafo, diretor de cinema e escritor francês Chris Marker, que desenvolveu uma linguagem poética única em filmes e documentários.
A exposição está dividida em duas partes. A primeira é uma busca pelo olhar, são retratos de inúmeras pessoas de diferentes partes do mundo, olhares que contam histórias de sofrimento em busca de respostas. A segunda parte está ligada à característica documental do artista, nos mostra o olhar do fotógrafo de momentos históricos; vale destacar o olhar angustiado em tom de despedida dos eventos da década de 60. Mais informações sobre o artista em : http://www.imdb.com/name/nm0003408/ e http://pt.wikipedia.org/wiki/Chris_Marker

A série de fotografias documenta protestos políticos testemunhados pelo fotógrafo, incluindo a marcha ao Pentágono em 1967, contra a guerra do Vietnã; os eventos de maio de 1968 em Paris e as demonstrações tumultuosas contra as políticas trabalhistas propostas pelo governo francês. Também retratam pessoas famosas e desconhecidas que Marker encontrou em suas viagens mundo afora, além de registros de animais. Outras imagens da seleção são de seus filmes clássicos, como La Jetée (1962), Sans Soleil (1983) e Cuba Si!,(1961).

O recorte da mostra, organizado em quatro conjuntos (I Stare 1, I Stare 2, They Stare e The Beast of), gira em torno dos rostos que Marker observou –e daqueles que testemunharam seu olhar observador –além de revelar a curiosidade apaixonada que ele há muito tempo demonstra pela vida das pessoas e de alguns animais.

Guilherme Valle

O grupo visitou a exposição no dia 13/09, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS – fica localizado na Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo – SP, Brasil. CEP 01449-000.

Telefone: 55 11 2117 4777
Horários de funcionamento geral – terça a sábado, das 12h às 22h; domingos e feriados, das 11h às 21h.

Eduardo Melo

 

 

Por Kayalu Mendonça, Maurício de Carvalho e Thaís Leme

Christian Lacroix – Trajes de Cena

A exposição reuniu aproximadamente 100 figurinos e 60 desenhos originais criados pelo estilista Christian Lacroix. Nascido na cidade francesa de Arles em 1951, o artista foi um dos mais influentes estilistas da moda na segunda metade da década de 80 do século XX. Suas produções já vestiram diversos atores em produções de ballet, peças de teatro e óperas, percorrendo os principais teatros do mundo todo.

Pela qualidade em “descontruir” as tradições e pela excentricidade de suas peças, Lacroix é, até hoje, consideado o mestre do romantismo e da sensualidade, ao esculpir, por entre cores e texturas, verdadeiras de obras de moda. A exposição nos mostra essa capacidade única do artista com as amostras dos figurinos criados para as óperas: Cinderela, Romeu e Julieta, e entre outras.

A exposição faz parte da comemoração do Ano do Brasil na França, com parceria do MAB – Museu de Arte Brasileira da FAAP e do CNS – Centre Nacional do Costume de Scène (Centro Nacional de Traje de Cena) em Moulins, na França.

O grupo visitou a exposição no dia 27 de Agosto às 18:00h.

Local: FAAP – Museu de Arte Brasileira

Horário de Funcionamento:

Terças às Sextas, das 10h às 20h, Sábados, Domingos e feriados, das 10h às 17h

Exposição aberta ao público até dia 01 de Novembro de 2009

Opinião do Grupo:

Todo o ambiente, tomado pela luz vermelha, é dotado de sensualidade e aguça nossa imaginação. A maneira como o artista mistura os mais diversos materiais (tecidos, rendas, pedrarias) na elaboração dos figurinos é muito envolvente. Os modelos expostos da ópera Heliogabalo  são impressionantes, fazendo com que não nos contentemos apenas em observar, o desejo do toque emergi em nossos corpos, sendo impossibilitado pelas telas de proteção. Os croquis expostos nas paredes dão uma idéia do processo criativo desse estilista, são muito enriquecedores a exposição. A vitrine A valsa dos Tutus foi a preferida pelo grupo, tendo essa intervenções áudio-visuais que nos proporcionam a imersão no trabalho do artista.

Exposição Otto Stupakoff

October 2, 2009

Exposição Otto Stupakoff

Grupo: Christine Schön, Isadora Ferreira e M. Teresa Andrade

Otto Stupakoff é considerado o primeiro fotógrafo de moda do Brasil. O Instituto Moreira Salles traz uma retrospectiva de 89 imagens do artista, revelando suas variadas facetas. Os ensaios de Stupakoff se destacam pelo olhar pessoal: há neles humor e refinada alusão à pintura.

Serviços da exposição:

Quando: Até 22 de novembro. Terça a sexta das 13 às 19h; sábado, domingo e feriados das 13 às 18h.

Onde: Instituto Moreira Salles. Rua Piauí, 844, 1º andar. Higienópolis.

Links relacionados:

- http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,70-obras-de-otto-stupakoff-para-os-amantes-da-fotografia,421418,0.htm

- http://entretenimento.uol.com.br/arte/ultnot/2005/06/24/ult988u278.jhtm

- http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,morre-otto-stupakoff-pioneiro-da-foto-de-moda,359358,0.htm

- http://vejasaopaulo.abril.com.br/red/fotos-e-imagens/otto-stupakoff/#img/01.jpg

Cometário do grupo:

Achamos a exposição bastante interessante por apresentar diversos temas e formas. Otto Stopakoff nos mostra várias perspectivas culturais. Estão expostos cinqüenta anos de obra (1955-2005) onde podemos encontrar fotos desde famosos a pessoas comuns. Achamos as obras muito sensoriais e de um gosto estético que nos agrada. Sua linguagem evoca sentimentos fortes, além de ser muito pessoal e criativa.

Matisse Hoje- Aujourd’hui

September 25, 2009

Matisse Hoje- Aujourd’hui – Pinacoteca do Estado


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Por Aymée Meira Rolim, Maiara Paula Munhoz Ferreira e Sara Kim

A exposição:

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A exposição “Matisse Hoje” do francês Henri Matisse (1869-1954) é constituída por 80 obras – pinturas, esculturas, desenhos, fotos, documentos e livros ilustrados – de coleções públicas do Brasil e da França. Dentre elas, se destacam imagens realizadas por importantes fotógrafos como Henri Cartier-Bresson e Man Ray, que retratam Matisse no seu cotidiano e no ateliê.

Além das obras de Matisse, a mostra é acompanhada por trabalhos de cinco artistas da cena francesa contemporânea que dialogam com a criação do artista: Philippe Richard (Dijon,1962), Pierre Mabille (Amiens, 1958), Cécile Bart (Dijon, 1958), Christophe Cuzin (Saint Simeon, 1956) e Frédérique Lucien (Briançon, 1960).

Ao longo do espaço físico, as obras são apresentadas em ordem cronológica e, paralelamente, estão as obras dos outros artistas.

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É uma exposição breve, mas que oferece ao visitante uma compreensão bem satisfatória de Matisse, sua trajetória de anseios e repercussão na época.

Opinião do Grupo:

Matisse foi estudado no semestre passado, e a despeito de sua grande influência nos movimentos seguintes, não estávamos convencidas que realmente havia importância nos movimentos vanguardistas. Sua posição distante do cenário político e opinião aparente burguesa nos causou dúvida e em último caso até repulsa por suas obras (pouco) conhecidas até então. O grupo não negava que era simples e agradável, como almejava sua arte, mas entrava em desacordo com o gosto, seguido ou não de características engajadas. Ir à exposição foi uma tarefa singular, onde pudemos tirar nossas conclusões após uma fundamentação mais prática.

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O artista, considerado gênio e cúmplice de Picasso, é retratado nas fotos como foi: caprichoso e burguês. No entanto, ao passar pelas obras, e mais, ao observar atentamente o caminho que seguia, fomos introduzidas a um denominador comum inesperado: a meticulosidade. Telas a serem preenchidas, cores selvagens, quase vivas, pinceladas dissonantes, são enganosas: enfim nos aproximamos da genialidade de Matisse. A harmonia e o estudo estão presentes em todas as obras. Percebemos facilmente que em cada parte, ele aplicava uma contravenção nas formas exploradas anteriormente (percepção apoiada na visita às outras obras tradicionais presentes na Pinacoteca no mesmo dia). As esculturas indiciam o dedo que modelou, todas as formas dão o sentido de sua formação, ela faz parte da obra. Assim como os contornos grossos citados em aula, a “presença” do dedo nas esculturas, o borrão nos desenhos, todos os ruídos da produção são fluidos e equilibrados.

Não podíamos ficar sem comentar as cores, um dos expoentes na obra de Matisse. Combinadas de forma diferente da usual, dão sempre um toque de alegria e leveza. Em alguns quadros, as cores brilhavam intensamente, em outros, pontilhados coloridos formavam uma outra cor em movimento.

Cada uma no grupo escolheu para falar de uma obra, a que instantaneamente saltou mais aos olhos:

“A obra “Odalisca com calça vermelha/Odalisque à la culotte rouge,1921” – óleo sobre a tela/ huile sur toile,65×90cm . Musée national d´art moderne,Centre Pompidou,Paris. – A mulher representada esta vestida de odalisca, termo usado paAsra identificar mulheres de um hárem é uma das obras que mostra uma das caracteristicas marcantes na produção de Matisse, a riqueza em expressão.

É uma obra que com cores sutis e aparentemente simples, porém rica em expressão, o autor consegue mostra de forma delicada a expressão da mulher e sua personalidade, perceptivel em sua face. Através do uso das cores, representa a modelo de forma real,com o jogo de luzes,quando de frente ao quadro se tem a sensação de que não é uma pintura, mas uma cena que esta sendo presenciada.” – Maiara Paula Munhoz Ferreira.

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“A obra “A ponte Saint Michel, c. 1900 – óleo sobre tela, 58×71cm – Musée national d’art moderne, Centre Pompidou, Paris – Gostei do propósito de deixar a tela com a sensação de inacabada, pois Matisse viveu numa época de experimentações, explorou diferentes pontos de vista, criou um enquadramento incomum para a paisagem.

Matisse faz do seu olhar o nosso, ele não tem a preocupação de utilizar cores naturais, as pinceladas vão construindo áreas distintas, manchas, leves pontilhados,  tons vivos e luminosos, mesmo com a utilização desses tons, ele busca sempre a harmonia na imagem, o que ocasionalmente consegue na obra A ponte Saint Michel .” – Aymée Meira Rolim.

“As ilustrações que Matisse fez para o livro “Pasiphaé” de H. de Motherlant, 1940 (coleção que carrega o mesmo nome), me chamaram a atenção por serem extremamente simples (a técnica usada é a xilogravura, em que artista usa uma faca ou estilete para abrir sulcos numa placa de madeira, aplica uma tinta e pressiona feito um carimbo) e muito expressivas. O contraste gritante é acompanhado pelo equilíbrio e controle total do artista sobre o espaço utilizado. A legenda explicativa conseguiu aumentar o valor visual das figuras: Tratando do mito do amor maldito de Pasiphaé com o Touro Branco, Matisse buscava fazer do negro predominante, luz, e do branco, intensidade a que Pasiphaé se entregava à paixão incontível pelo Touro sendo branco, porém impuro.” Sara Kim

Nota: O rei Minos de Creta se recusou a oferecer para Posêidon um belo Touro Branco como sacrifício. Furioso, o deus castiga o rei fazendo sua esposa se apaixonar perdidamente pelo animal, e louca pelo desejo gera com este o Minotauro, metade humano metade touro.

Indicamos fortemente a exposição a todos, e terminamos faltando ainda palavra e espaço pra descrever o que vimos com satisfação.

Informações sobre a Exposição:

Matisse Hoje
Quando: 5 de setembro a 1 de novembro, terça a domingo, das 10 às 18h
Onde: Pinacoteca do Estado, Praça da Luz, 2 – São Paulo.
Quanto: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia); Grátis aos sábados
Informações: (11) 3324-1000

A Arte do Mito – MASP

September 12, 2009

MaspPor Andrezza Thomas, Carla Leoni, Karen Beringhs e Juliana Imperial

 

A exposição dita “A Arte do Mito”, apresenta em uma pequena parte do segundo andar do Museu, um espaço dedicado ao mito traduzido através da arte. Com quadros, livros, gravuras e até estatuas, o acervo compete com explicações basicas sobre mitos presentes e explicações de como obras foram restauradas. Está aberta a partir de 21 de julho de 2009, sem previsão de encerramento. De terças-feiras a domingos e feriados, das 11h às 18h. Às quintas-feiras, das 11h às 20h
Ingressos: inteira R$ 15,00, estudantes: R$ 7,00. Gratuito até 10 anos e acima de 60 anos. Às terças-feiras a entrada é gratuita para todos.
Classificação etária: Livre

A opinião do grupo sobre a exposição:

Muito bem organizada, a exposição nos apresentou, detalhadamente, a relação dos mitos (algumas vezes descritos ao lado) com a obra apresentada. Perante as pinturas, podemos observar os detalhes de várias situações míticas e pelas esculturas a delicadeza e beleza do ser humano representado na pedra. Enfim, ao passar pelas obras, nos sentimos no lugar e na data em que elas nos mostravam.

Além da exposição dita acima, e do acervo ” OLHAR E SER VISTO”, organizado em 2008, com 50 auto-retratos de pintores famosos, o MASP mostra mais três exposições interessantissimas. ” Onde a água encontra a terra”, com 45 fotográfias sobre o tema, previamente esperado no título,de autoria dos brasileiros Fernando Azevedo e Leonardo Kossoy e da norte-americana Carol Armstrong. Encontra, ainda, “Imagens em Migração” de Vera Barcellos, uma provocação em panorama das cinco décadas da carreira da artista. E por fim, e talvez a mais chocante, “YANG SHAOBIN NO BRASIL: PRIMEIROS PASSOS, ÚLTIMAS PALAVRAS”, que reúne pinturas que mais parecem fotografias, que dizem respeito  à inquientação política e crítica social em retrospeciva inédita de Shaobin, expoente chinês que sacudiu a arte contemporânea no Ocidente.  

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Michele Rocca, “A toalete de Vênus”, 1710-1720

(Obra presente na exposição “A Arte do Mito”)

Por Thomás Freitas, Julio Macedo, Lucas Coelho e Andrei.

A exposição conta com peças publicitárias vencedoras  da “Young Guns”, a exposição de jovens talentos da publicidade e design. Entre as peças, há capas de revistas, fotografias, designs de produtos, logomarcas, discos e anúncios.  Disposta entre 3 andares do edifício, a exposição pega peças premiadas pelo Clube de Criação de Nova Iorque desde 1998, sendo desde 2001 com o apoio da Folha de São Paulo.

Opinião do Grupo:

As obras, conceitualmente, são um pouco vagas, por serem uma peça publicitária. Devido a isto, o apelo das peças é mais sensual e estético e menos conceitual. Porém, a criatividade é grande, como por exemplo as obras de sushi com panos ou os desenhos em vinis personalizados. Uma obra específica, que trouxe ambigüidade na compreensão, foi a obra “Screw Organic, Go Nuclear”, aonde vemos um folheto pró-nuclear, porém sem nenhum apelo irônico. No fim, a exposição foi interessante para perceber uma publicidade mais refinada do que o usual.

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Para mais informações, acesse o link: http://www.escola-panamericana.com.br/eventos/eventos.php?eventos_id=85
Local: Panamericana Escola de Arte e Design (sede Groenlândia)
Período: 19 de agosto a 22 de setembro de 2008
Horário: de segunda a sexta-feira das 9h às 21h e sábados das 9h às 13h
Endereço: R. Groenlândia, 77 – Higienópolis – São Paulo
Informações: Tel. (11) 3885-7890 – Entrada Gratuita

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